Mad Max e as mulheres: o cinema muda sua forma.

Mad Max e as mulheres: o cinema muda sua forma.

O cinema deu outra mostra de que as coisas estão mudando. O filme Mad Max, estrada da Fúria, que estreou estes dias e já está fazendo grande sucesso, muda muito do que é di9to sobre a representação das mulheres dentro das histórias em geral.

Além de um filme fantástico, que articula de forma fascinante uma história que tem muitos níveis e que será motivo de discussão durante muitos anos, ele deixa claro que as mulheres não são somente as princesas em perigo ou os velhos estereótipos de sempre.

Vamos falar destas mulheres poderosas e de como isto é importante para nossa cultura e para nossas meninas, além de contar mais alguns motivos de por que você deve ir assistir a esse filme.

As heroínas de Mad Max

Evitando falar demais da trama do filme, podemos destacar o papel de Charlize Te Ron, Imperatriz Furiosa. Ela, ao contrário do que é mostrado na maioria dos filmes, é uma mulher poderosa e determinada a destruir aquilo que ela sabe que é errado em sua sociedade. Em momento nenhum o fato de uma mulher ser a faísca que inicia uma verdadeira avalanche (filme todo gira em torno de uma atitude de Imperatriz Furiosa, que desencadeia uma série de mudanças sociais.)

Pelo contrário. Houve homens reclamando nos EUA que Imperatriz Furiosa roubava o protagonismo de Max, o que, sinceramente, além de infundado, é ridículo.

Além de Imperatriz Furiosa, existem muitas outras mulheres de influência durante o filme, mas acima de tudo, e neste caso, independente de gênero, o filme fala da não aceitação dos papéis sociais que nos são impostos.

Por que isto é importante?

Muitas podem se perguntar a razão de estarmos falando nisso. Que diferença faz para você, mulher que precisa encarar jornada dupla de trabalho, que o cinema tenha feito uma personagem forte e independente?

Muita importância. Porque histórias inspiram e mudam pensamentos. Os jovens, que crescem vendo Imperatriz Furiosa ser independente e agindo por conta própria, não vão achar estranho uma mulher ser superior a eles dentro da hierarquia da empresa, por exemplo.

Atualmente isto ainda pode ser um problema, especialmente com pessoas mais retrógradas.

Fora isto, histórias ficcionais inspiram pessoas de verdade a almejarem mais.

Whoopi Goldenberg, uma das maiores atrizes negras do cinema, costuma contar o quanto foi poderoso para ela ver a tenente Uhura, de jornada nas estrelas (série de televisão que alcançou grande sucesso e inspirou filmes e outras mídias. A franquia está presente até hoje, em diversas formas). O fato de ela ser uma mulher negra que não era a empregada de ninguém fez com que a jovem tivesse a certeza de que poderia ser o que quisesse.

Nossas meninas (e nossos meninos) precisam disso. Todos nós precisamos.

Da mesma forma que Imperatriz Furiosa, temos outras personagens que fazem papéis parecidos em filmes, Como a rainha Elsa, da animação Frozen, que foge totalmente do estereótipo de “princesa em perigo” e mostra-se uma rainha poderosa.

Outros excelentes exemplos são Daenerys Targaryen, de Game of Thrones (série premiada de TV a Cabo, passando na HBO) e Fiona, de Shrek (com um destaque especial para o último filme, onde ela é mostrada como uma guerra poderosa em uma realidade alternativa, embora ela não seja frágil em sua roupagem original).

Histórias como essas validam os esforços das mulheres na missão constante de serem aceitas como membros plenos da sociedade.

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