Os perigos da automedicação

Muitas vezes vista como solução imediata para uma dor ou mal estar, a automedicação é uma prática adotada pela grande maioria da população. As causas para que isso aconteça são várias, seja a impossibilidade de acesso ao atendimento médico, seja por falta de recursos financeiros, seja por hábito de tentar solucionar os problemas de saúde através da opinião de amigos. Também podemos culpar, em parte, a excessiva propaganda sobre medicamentos, que pode influenciar pessoas leigas a utilizarem substâncias de modo incorreto. É importante que as pessoas saibam que, nenhum remédio, por mais fraco que seja, é livre de efeitos colaterais.

O problema que isso causa é que a automedicação pode trazer consequências muito graves. A medicação por conta própria está entre os usos indevidos de remédios, e é considerado um problema de saúde no Brasil e no mundo. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINTOX), medicamentos usados de forma indevida são a principal causa de intoxicação no país.

Por causa de seu fácil acesso, analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios são os medicamentos que mais intoxicam. O uso indevido de remédios pode agravar doenças ao esconder determinados sintomas, causar reações alérgicas graves e trazer intoxicações. Quando o medicamento usado é um antibiótico, o perigo é ainda mais grave: isso aumenta a resistência de microorganismos e compromete a eficácia de tratamentos futuros.

Além disso, um dos problemas mais comuns é a chamada interação medicamentosa. Isso ocorre quando dois medicamentos são usados, e três situações podem acontecer: um potencializa o outro, um anula os efeitos do outro ou ainda um dos remédios pode alterar a absorção do outro. Isso quando a ingestão de medicamentos não é acompanhada com o uso de outras substâncias nocivas, como bebidas alcoólicas, cigarro ou drogas.

Outro problema comum enfrentado pelas pessoas, provavelmente por falta de conhecimentos, é achar que qualquer remédio fitoterápico está livre de qualquer contra indicação. Medicamentos, sejam eles fitoterápicos ou homeopáticos, só devem ser usados com orientação especializada. É comum que pacientes vejam-se tendo reações indesejadas com o uso desses remédios, e mesmo assim continuam a utilizá-los pela falsa crença de que tudo que não é industrializado, só porque possui um extrato vegetal, é completamente natural e inofensivo.

Entre os perigos mais comuns do uso indiscriminado de medicamentos, estão:

  • A automedicação pode levar a falsos diagnósticos, com possibilidade de agravar uma doença;
  • Medicamentos anteriormente prescritos podem não ser eficientes se usados em uma reincidência da doença;
  • Sintomas iguais nem sempre têm causas iguais. Sintomas são apenas indicativos de que algo está errado no organismo;
  • Interações medicamentosas podem ter consequências gravíssimas;
  • Apenas um médico pode orientar sobre o uso correto ou substituição dos medicamentos prescritos.

Se você acha que tem algum problema de saúde, procure um médico e evite recomendações de conhecidos. Caso vá adquirir medicamentos de venda livre, como um analgésico, é importante obter recomendações do farmacêutico. Este profissional fica responsável pela manipulação e comércio de medicamentos. Não o confunda com um simples balconista da farmácia.

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